Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2013

Um afago à nostalgia

As vezes eu fico me perguntando nestes vindos de 2014 sobre a copa do mundo, deste 2013, racismo, desvalorização de tudo aquilo que é nativo.   Pensando em FIFA, trabalho escravo entre outras coisas, não posso me esquecer da grande obra pró racismo de Monteiro Lobato, eternizado no saci pererê, um personagens cheio de problemas, travessuras e confusões, aliado a bruxaria, ou seja, um ser travesso. Indigno de qualquer modo de organização seja ela de direita ou muito menos revolucionária. Dentro das minhas lembranças eu me pergunto sobre os discursos ufanistas de que o Brasil era um país tranquilo, sem guerras mágoas. Quantas vezes acreditei, não lembro. Lembro dos tambores de sete de setembro em Palmares, do dia de Santa Luzia e da festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Quase que sinto o puxar e repuxar da maçã do amor, do temor dos fogos de artificio, da altura da roda gigante, do medo do escuro.   Mas volto para o futuro 2014, da possibilidade de vitória e...

Viva Nossa Senhora da Conceição

Segundo Manuel Correia de Andrade, o dia de pagamento do foro da terra seria pago, no dia de Nossa Senhora da Conceição. Esse motivo, somado a tradição católica cristã, plasmou o costume de milhares de pessoas de ir para a cidade dos Palmares, a capital do açúcar, para a procissão maior da Zona da Mata Sul pernambucana.  Ao menos esta festa permanece. Por que digo isto? Palmares é conhecida como a terra do tinha. Esta cidade possuía as usinas de Pirangy, Serro Azul, três cinemas na Zona Urbana e um em Serro Azul, campo de futebol, aeroporto, clube litetrário, mas o que ainda permanece é um pequeno resquício do patrimônio imaterial, a expressão religiosa. Viva Nossa Senhora da Conceição!  Dia 08 de dezembro é momento de recordar, rememorar e reinventar este festa religiosa e social.  Abraços a todos no reinventar das maneiras de viver e de conviver.

Democracia em debate

Quais os caminhos democracia? Quem poderá percorrer seus caminhos? A democracia é uma vitória conquistada a "conta-gotas" e a muito custo. O esforço coletivo é sempre mais dispendioso do que o autoritarismo de uma ditadura. Pensar no ponto de equilíbrio, ajustar os interesses, saber perder, dialogar, ir até o ponto final é muito cansativo. Quantas vezes escutei vozes que pregavam a força por não terem a força necessária para o debate, por não querer expor, muitas vezes interesses excludentes. Para nós que vivemos à sombra do canavial, nasce a pergunta: será que este tipo de economia não chegou ao seu esgotamento? Acredito que sim. No entanto, ainda precisamos nos debruçar sobre novas possibilidades para nossa região e o custo total disto. Fica a questão