Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de junho, 2012

Escreva você também

Durante séculos a história dos trabalhadores da Zona da Mata Pernambucana permaneceu em silêncio, cabe às pessoas que se identificam com a causa operária e aos próprios operários escrever sobre isto. Faz-se cada vez mais necessário que os meios de perpetuar a memória coletiva sejam realizados coletivamente. Eu penso que as redes sociais de um modo geral configuram-se como um novo layout onde este memória além de ser escrita, pode ser difundida com muita rapidez e amplitude, antes nunca imaginadas. Vamos trabalhar para que estas histórias não se percam no vazio do esquecimento. Para que as gerações futuras não nos vejam como pedras a esperar por um raio de sol a lhe esquentar. Somos uma geração de muitas lutas, de micro ideologias. Quem não nos conhece, nos julgará mal. Mas seremos nós que produziremos as fontes e as lacunas sobre nossa história, nosso tempo tão amado e ao mesmo tempo tão duro de viver e sobreviver. Que os esquecidos do tempo presente, os agentes de limp...

Mais um golpe na América Latina

A América Latina parecia que estava vivendo um período de democracia, mas não é assim. Na república do Paraguai, membro do Mercosul e da Unasul está enfrentando um golpe de Estado onde o presidente Fernando Lugo foi cassado em um processo judicial que durou apenas 32 horas.   O motivo da cassação do presidente é sua ligação com os movimentos populares do Paraguai. Quem conhece um pouco sobre a história da América Latina e do Brasil perceberá que este é o motivo pelo qual os líderes que se atrevem a ficar ao lado dos movimentos populares vão de encontro aos interesses do capital estrangeiro e provavelmente será deposto. A América do Sul perde mais um presidente eleito pelo povo sob um processo obscuro e muito rápido, sem o direito a ampla defesa, sem os trâmites que a democracia oferece, ou seja um golpe contra a democracia e o povo. Espero que os países do Mercosul não aceite este tipo de intervenção a fim de a democracia triunfar sobre a vontade de uns poucos privilegiad...

Limpar a alma

Alguns mestres da espiritualidade, como Tereza D’Ávila  comparava a alma a um castelo interior. E, dependendo do modo como a pessoa cuidava deste castelo ele, a alma, poderia ser um lugar aconchegante ou não. Há muitas pessoas que não possuem esta sabedoria. Transformar o mundo a partir de si. Acolher-se para acolher as pessoas. Geralmente acontecem dois extremos. Cuidar apenas de si ou dos outros, sem, contudo, manter uma vida equilibrada.   Que cada um possa zelar pela sua interioridade e pelo no mundo que todos nós vivemos, nos movemos e somos. Boa semana a todos. 

Palmares no início da década de 60

A presença do governador, Miguel Arraes, era percebida em Palmares de maneiras diversas. Uma delas estava ligada aos trabalhadores que o elegeram para ocupar o cargo em 1963. Estes, por sua vez, esperavam as mudanças estruturais de que a Mata Sul tão marcada pelo “latifúndio, casa grande e senzala” precisavam. De outro lado havia  os detentores do poder,  ligados as elites agrárias e urbanas, que por sua vez eram avessas a qualquer sinal de perda de privilégios.  Os textos da Câmara Municipal dava a entender que haveria uma mudança significativa na estrutura agrária do Estado de Pernambuco.  Soava como um alerta para os latifundiários. E, o medo era usado para justificar a repressão em Palmares. Era mais ou menos assim. A imprensa publicava que Palmares vivia em um clima de medo, os espiões diziam quem eram as "pessoas perigosas" e a polícia batia em todo mundo.  Em 1967 o presidente da república, o general Costa e Silva vem visitar uma Pal...

Não, não é assim garotinho.

A festa é uma oportunidade de se confraternizar, acima de qualquer coisa. Mas, algumas pessoas parecem ter problemas de audição porque escutam suas músicas favoritas para si e para todo o quarteirão. Lembre-se de que é tempo de São João, não de confusão. Deixando o trocadilho de lado, o excesso de som é tão nocivo quando o excesso de tempero em uma comida. As coisas necessitam de um sabor, um tom agradável para botar aquela conversa em dia sem gritar. Um forró com quem você ama fica mais gostoso com uma conversa ao pé do ouvido e não uma gritaria. Que a alegria seja grande e o São cheio de alegrias. Tudo de bom para todos.

Não vire estatística, seja muito feliz

Todos nós estamos acostumados a ver nos jornais as estatísticas de mortes e de acidentes em feriados. Mas é preciso ter Inteligência para discernir as situações que temos o controle daquelas que somos apenas espectadores ou torcedores de um final feliz. Nestas estas juninas evite estes lugares porque você poderá virar estatísticas, mas sem perder a alegria de ser feliz na maior festa do Nordeste brasileiro. O bom censo é o melhor remédio para situação que parecem ser trágicas. Boas festas para todos 

A festa do povo

Quando estava eu a tentar diminuir o sofrimento do meu cachorro Toffy, dando uma voltas pelas ruas mais calmas perto de minha casa vi no céu muitas luzes de fogos de artifício. Parecia a chegada do ano novo. O problema é que eu havia me esquecido que São João era a festa do povo e não o medo das águas do Una a invadir nossas casas dois anos seguidos. Apesar dos fogos e do barulho quase infernal, era possível sentir a alegria da nossa gente. Foi lindo. Palmares, a terra dos poetas se tornou a terra da festa dos lares a abrir suas portas para os visitantes, um novo tempo de melhores condições econômicas. Espero que os artistas da terra possam também comemorar este novo tempo que começa. 

Você ama o que você faz?

Há pessoas que dizem que amam determinada atividade, mas não se importam muito com suas especialidades, outras dizem que não conseguem viver sem outras coisas, mas sempre estão a reclamar. Quem ama está disposto, não perde tempo com aquilo, mas se deleita, fica cansado, mas se revigora. Tudo o que fazemos tem uma gama de fadiga, mesmo aquelas que mais amamos, mas a diferença está na continuidade, jeitos novos, refazer, diferenciar, mudar para ser o mesmo. Quem ama o que faz possui o dom de fazer novo o cotidiano, ser sempre novo embora esteja fazendo aquela coisa a décadas. Espero que cada um possa encontrar seu caminho nesta estrada da vida. Abraços

Conteúdo da Avaliação de História da Arte

Caros alunos, o conteúdo da prova será sobre a semana de arte moderna e suas consequências para a arte brasileira que tem se manifestado ao mesmo tempo local e aberta ao mundo. Nossa arte é o resultado de inúmeras tendências que foram sendo construídas ao longo dos séculos. A semana de arte moderna foi um clamor, embora paulistano de uma tendência que se tornaria de certo modo um refrão da arte, a diversidade artística e cultural. Espero sinceramente que a cultura e a arte da nossa gente mais simples sejam sempre lembradas em nossas reflexões.  Nosso povo longe de ser alienado é crítico, não podemos nos esquecer que a maioria das pessoas não possuem canais de expressão a não ser a imprensa policial. Nossa missão como intelectuais no meio do povo e em parceria com outros seguimentos da sociedade é de compromisso com o crescimento que seja pautado na sustentabilidade e no respeito as diferenças.  Segue abaixo o link do texto proposto, mas leiam se possível os textos: ...

O que é arte brasileira? É possível uma arte nacional ou arte?

Leia na integra em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/arte-na-antiguidade/arte-contemporanea-4.php

O Local da Memória na Arte Brasileira Contemporânea: A Produção Artística de Leda Catunda

Resumo: Uma parcela significativa da produção artística brasileira contemporânea vem sendo tecida com os fios da memória. A partir da utilização de materiais e recursos provenientes do artesanato, bordados e costuras até então contidas nos espaços privados, historicamente construídos como destinados às mulheres, ganham visibilidade pelas mãos de artistas. Uma prática que produz sentidos políticos, tecida com voz e gestos com base na experiência, na acepção benjaminiana. Um diálogo da arte com o local da memória, construída no espaço pessoal, íntimo, feminino, e fazendo emergir o silêncio, a dominação, a diferenciação estruturada na naturalização do (sexo) social. Palavras-chave: arte, memória e feminino. Autora: Kátia Gonçalves Itacaramby, mestranda em arte, UNB. Leia mais em: http://www.anpap.org.br/anais/2007/2007/artigos/025.pdf

Feliz dia dos namorados

Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luiz Vaz de Camões.

Apague a luz

O último que sair apague a luz. Sem investimentos e longe de conseguir o IFPE, Palmares está prestes a estagnação total. Palmares está no centro das atenções do biocombustível, uma opção bem menos poluentes que o combustível fóssil. Entretanto, para quem será a riqueza? Para o bem da população? Para melhores escolas? Para uma melhor qualidade de vida da população? Para uma minoria rica e abastada. Para o povo só resta os baixos salários e a poluição sobre suas cabeças. É necessário, mais do que nunca, traçar caminhos cada vez mais inclusivos e democráticos, caso contrário esse novo "bummm" da cana de açúcar de nada servirá para o bem da população. Que a sociedade se organize para um presente e um futuro que faça nossas crianças mais felizes e nossos jovens incluídos no mercado de trabalho.

Campos Frios

Campos Frios, um distrito do Município de Xexéu está cada vez mais famoso. Por quê? Está se tornando um condomínio para traficantes que não satisfeitos com os problemas normais da comunidade está tendo a satisfação de trazer um mal maior. A droga, de modo mais especial o crack. Uma comunidade de pessoas maravilhosas está sucumbindo a um mau cada vez mais poderoso. Que os poderes públicos possam evitar que um pedacinho daquele paraíso não caia nas mãos do mau.

Palmares e o Crac

Quando eu era criança aqui em Palmares ser crac era uma honra, em qualquer área da vida, seja mecânico, jogador, estudante etc. Mas o que eu vejo hoje é uma juventude envolvida com outro tipo de crac. Ele não faz as pessoas felizes, não possuem fãs ou coisas do tipo, mas muitas pessoas, em número cada vez mais crescente a segui-lo. Mas para onde? Para lugar nenhum, para o vazio. É uma preocupação que deve atingir a todos, vamos prestar mais atenção aos nossos amigos, parentes e conhecidos porque ele pode estar mais perto do que imaginamos. Vamos vencer este predador de pessoas, antes que seja tarde demais

Palmares é canção da natureza

A cidade dos Palmares é reconhecida no seu hino como "canção da natureza", porém o que se vê é cana de açúcar por todos os lados. Nossa gente se acostumou em ver todos os dias o partido de cana, mesmo quem não mora perto da zona rural vez por outra se depara com a fronteira entre o rural e o urbano. A primeira vista não há nada de mal nisto porque a cana é uma planta que produz o doce, um sabor que atrai todos. O que também se vê é uma terra dominada, mais de noventa por cento destas terras nas mãos de uma minoria que não sabe ou não quer partilhar. Riqueza para todos é desenvolvimento, riqueza para poucos é privilégio.

Uma questão de memória e de identidade

A dimensão da memória no estudo sobre Palmares é um elemento crucial da pesquisa porque muitas coisas que aconteceram foram relegadas ao esquecimento. Por esta razão, o estudo da memória histórica consiste em uma oportunidade de perceber os mecanismos de esquecimento coletivo, por parte dos militares, tais como a censura dos jornais, revistas, televisão, manifestações lúdicas, professores vigiados em sala de aula, além de outros inúmeros mecanismos que ao longo do tempo vão apagando da lembrança do povo as realidades vividas e não contadas e recontadas para as gerações futuras.

Prefeitura?

Esperança Espero que desta vez, a campanha entre os candidatos a prefeito de Palmares seja pautada em ideias e não em xingamentos e maledicências. Que o bem do povo seja o centro gravitacional das discussões.

Entre o passado e o futuro

Boa parte da população de Palmares está sofrendo com a transposição de suas casas para regiões livres das inundações. Uma sensação dupla, a primeira é de estar sendo retirada de seu lar e a segunda é um sono tranquilo por mais seis meses. Porque esta região do Brasil não possui as quatro estações, mas o período chuvoso e o de estiagem. Espero que as ações sejam realmente efetivas e as pessoas não voltem mais a morar nos leitos dos rios.