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Protestos contra as reformas: o não-dito

Palmares, Pernambuco. Protesto contra as reformas. Foto: Alexandre Silva
Em primeiro lugar quando falamos em reforma, imediatamente alguém pode pensar em melhorar o que se tem, superar as falhas. Ou seja, a grosso modo toda reforma deveria ser para melhor. No entanto esta reforma é um atraso.

Por quê?

Por que retira direitos, torna a classe operária a mercê das negociações locais, terceiriza a mão de obra e, coloca nas mãos do trabalhador uma dívida que não é sua. E, ainda por cima, impede que alguém alcance 100% de sua aposentadoria. Ao mesmo tempo que mantém os privilégios da classe dominante.

Se, de fato, o povo soubesse das consequências destas reformas, o Brasil seria outro. Todos iriam para a rua protestar, se posicionar, defender o mínimo de condições de vida e de dignidade.

O não-dito
 
Não vejo a mídia nativa cobrir qualquer greve a partir do grevista. Eu fico imaginando se os grevistas não sabem falar, não possuem um ponto de vista da situação. Eu nunca vi a grande mídia ouvir um grevista, ouvir a classe operária. Mas, pelo contrário. O que mais aparece é a classe empresarial dando fartas opiniões sobre a greve, sobre as vantagens para a vida do trabalhador.
Sou professor e, acho graça na cobertura da mídia de massa. Por exemplo quando fazemos uma greve, a pessoa entrevistada é uma mãe chorosa com uma penca de filhos, mãos na cabeça, desesperada querendo paz na sua vida. Porém não apresenta uma professora, mãe que não pode ver o filho crescer porque tem que ter mais de um emprego para se manter e, manter sua família. Pode? 

O não-dito tem força, forma opinião e, possibilita que a sociedade não conheça sua própria força. Mascara o poder do povo e, reforça, a cada dia, a enorme desigualdade social que vivemos cotidianamente. 

A mídia, cada vez menos, informa e, cada vez mais, manipula a opinião dos que não conseguem ver o mundo com os próprios olhos. 

Porém! 
Eu ainda teimo em acreditar no Brasil!

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