Imagem feita a partir da emergência obstétrica do Hospital Regional Palmares.
Uma imagem linda, realidade difícil para muitos que necessitam do serviço de saúde pública.
Quem nunca passou o dia inteiro com uma ficha na mão para ser atendido (a) ?
Quem precisou de exames e escuta: faz mais de um ano que a máquina está quebrada?
Quem nunca se perguntou: se fosse um rico nesta situação?
Quem nunca disse para quem está sofrendo: é assim mesmo?
As coisas precisam melhorar em todos os aspectos, porém saúde é essencial. Não pode haver acordo com saúde. Não se pode barganhar com saúde. Os órgãos tem que investigar a respeito.
Não se pode tratar o estado como se fosse privado, não se pode oferecer direitos como se se fossem favores.
Para mim só o poder popular pode mudar isso, uma vez que só os usuários do sistema público podem dizer se está bom ou não. Porém, há quem diga que isto é uma ditadura. Pergunta: como é que o poder nas mãos do povo pode ser ditatorial?
O poder popular significa descentralização. Retirar de uma pequena casta os favores do Estado. Significa tornar o Estado um bem público e, não privado, para poucos, que servem apenas os clamores do mercado.
No artigo passado eu refleti um pouco sobre a falta de projeto da direita brasileira. Porém, o problema é a própria estrutura política que não atende mais as demandas sociais e precisa ser mudada.
Mudar para quê?
Para que possam satisfazer as demandas populares. Sem essa argumentação de vai aumentar o bolo, para só depois dividi-lo com a população. Este pensamento criou a desigualdade mundial. E a mantêm.
Há possibilidade de mudança?
Claro que sim. Na Europa já se estuda a possibilidade de criar novas formas de participação popular. De novos modelos mais sustentáveis e mais inclusivos. A tarefa não é fácil, mas algo está sendo feito devido a falência do modelo neoliberal.
Estou falando de comunismo?
Não. Estou propondo debates que possam atender o mundo do século XXI. É bom entender que o capitalismo e o comunismo faliram naquilo que se propunham. É necessário ter novas formas de Estado para o mundo que emerge no século XXI.
Como se faz isso?
Debatendo, incluindo, pensando, errando, acertando. Mas sobretudo pensar coletivamente. Ouvir a todos. Sair dos moldes da especialidade que é uma forma de representação falida. Quanto mais democrático for o processo mais chance de acertar e de corrigir, sempre. Em uma dialética de inclusão, não de seleção.
Abraços a todos e todas...
A reflexão continua, sempre.

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