Gostaria de destacar alguns pontos, se me permitem. A reflexão é a base para qualquer opinião. No entanto, a cada dia eu vejo pessoas que tecem seus comentários, importunam a todos com seu modo de ver o mundo de modo violento. Querendo, pensando, imaginando que a gritaria irá abafar o silêncio da contemplação.
Essas pessoas estão pré-dispostas a afastar, ou até criminalizar qualquer pensamento diferente. Transformando o que deveria ser uma riqueza social, a diversidade, em motivo de ódio e objeto de nossa violência, seja ela verbal, moral, sexista, física, étnica etc.
Vivemos tempos muito difíceis onde pensar incomoda. Refletir para muitos significa não ter fé, não ter a dignidade de viver e de conviver. Estamos experimentando tempos em que se prega o fim dos direitos em nome de um bem maior. Como se fosse possível alcançar o sumo bem cerceando direitos básicos para qualquer sociedade. Para que não reste dúvida, não é possível.
Um esclarecimento. Quando me refiro a reflexão, estou indicando um certo estudo comparativo. Não me refiro ao que vejo. A ditadura da opinião. Onde uma pessoa escuta de soslaio uma reportagem e não consegue fazer as perguntas básicas: Quem escreveu? Para quem escreveu? Qual o objetivo geral da instituição que produziu a informação? O que realmente foi dito? O que não foi dito? Há aparelhamento da informação… Pensar não é caro, mas demanda tempo e metodologia.
De uns tempos para cá a política se tornou parte das rodas de conversa e dos likes das redes sociais. Porém não se dialoga mais, mas pelo contrário, entrou-se em disputas vazias. Ou seja, a política como ação, poder e reflexão contínua igual ou ainda mais distante das pessoas, de um modo geral.
O que de fato vemos é uma grande cortina de fumaça que impede as pessoas verem sua própria história e consigam acreditar mais no que a mídia transmite do que nos seus estômagos vazios, a clamar. Por incrível que possa parecer, mas há este tipo de gente.
Por uma nação mais igual, mais inclusiva e sustentável.

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