Cada vez mais temos tecnologia em nossas mãos, pessoas vestem aparelhos cada vez mais sofistificados. A internet das coisas não é mais um privilégio de uma minoria da população abastada, a classe média, cada vez mais tem acesso a esses bens e serviços. Isso, a princípio iria gerar as condições para que a comunicação entre as pessoas melhorasse.
Melhorou?
Sim e não. Por quê?
Sim, porque pessoas que estão muito distantes ou simplesmente no trabalho podem ver seus entes queridos, falar através de videochamadas, podem monitorar suas casas remotamente, ter de alguma forma uma certa presença, mesmo tendo uma vida cheia de compromissos.
Não. A comunicação ficou bem pior. Casais saem para jantar em ficam de olho em aplicativos o tempo inteiro, não se olham mais nos olhos e, não se reconhecem mais. Por mais contraditório que possa ser, a tecnologia da informação e da comunicação tem destruído famílias inteiras.
Pessoas são ilhas ?
Existem vários tipos de aplicativos que possibilitam o acesso a cultura e a informação, porém, na contramão do que foi inicialmente proposto, a de leitura em veículos de informação confiáveis é cada vez menor e, notícias com apelo emocional ganham cada vez mais força. Ao redor do mundo, notícias falas vêm interferindo em democracias consolidadas, os resultados são ainda imprevisíveis.
Cada vez mais jovens estão fechados em seu mundo, não conhecem mais as alegrias de uma boa caminhada, ralar os joelhos… transpirar por uma bola… felicidade simples de um jogo de pião etc.
Nas cidades grandes enquanto pessoas morrem de fome e de frio, ao lado de milhões de vizinhos, trancafiados em suas casas, todos paralisados em frente a uma tela qualquer. Todos dominados pela inércia, todos a serviço da dispersão controlada pelo que se convencionou chamar de sistema.
Que sistema? O vazio.

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