Tempo de fogueiras, tempo de festas juninas, tempo de São João no Nordeste e onde estiver um Nordestino, ali será São João. Tempo de milho, conversa ao pé das chamas da fogueira. Porém este São João terá mais estrelas brilhando no céu, vazios nas mesas, ausência de mesas e de casas na Zona Metropolitana do Recife, tempo de luto, tempo de se refazer e reconstruir a vida levada pela lama das barreiras, pelas vidas que se foram abruptamente. Aquele que olha para o céu, cheio de amor e de nostalgia está com os pés fincados no presente, os tecidos de chita das roupas juninas se entremeiam nas malhas sociais e se estendem muito mais além do que os olhos podem ver. Mosaico de coisas e de vidas misturadas nas águas e lamas do Recife e região. Tragédia anunciada, mas quem deveria ver, não viu. Quem deveria cuidar, enriqueceu. E, agora José?... A sociedade é um organismo vivo complexo e em movimento ininterrupto, ora lento pelos séculos, ora rápido como um deslizamen...