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Seminário de Iniciação Científica

Em primeiro lugar, gostaria de alertar para as imagens que povoam nosso imaginário quando se pensa em ciência. Rubem Alves nos alerta para os possíveis perigos destas imagens para a própria ciência 1. As imagens mais comuns são as seguintes:

o gênio louco, que inventa coisas fantásticas;
o tipo excêntrico, ex-cêntrico, fora do centro, manso, distraído;
o indivíduo que pensa o tempo todo sobre fórmulas incompreensíveis
ao comum dos mortais;
alguém que fala com autoridade, que sabe sobre que está falando, a
quem os outros devem ouvir e ... obedecer.

O que significa iniciação científica? Em primeiro lugar, podemos extrair o conceito de ritual de passagem extraído da Antropologia de Claude Lévi-Strauss. Neste sentido, a iniciação científica estaria nas mãos dos eruditos. E, os estudantes seriam pessoas que começariam do zero sua vida acadêmica. Mas, Paulo Freire, nos lembra dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes. Aliás, muitos deles com curso superior ou atividade de pesquisa de longa data.
A iniciação científica também exige do estudante o hábito da leitura3, neste sentido João Batista Libânio nos diz que “A leitura pertence aos primeiros hábitos da vida de estudos. Cícero, clássico da língua latina, joga com a etimologia de ler que em latim é legere. Denota a ideia de tomar, colher alguma coisa, como um fruto da árvore” .4
Temos por iniciação científica, um processo de introdução ao ensino superior. Um esforço para aprimorar técnicas de leitura, levantamento de questões que poderão ser respondidas ou não durante o curso5. Além disso é necessário método científico ( História, Geografia e Letras). Ao mesmo tempo em que procurar-se-á dar continuidade a pesquisas existentes. Para que assim, efetivamente façamos parte da comunidades acadêmica.
Palmares, 14 de Junho de 2010

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