Tudo que
é sólido se desmancha no ar, nos lembra Karl Marx em seu Manifesto
do Partido Comunista.
Observando a transição dos poderes locais percebo que ainda há uma carência no que tange a um amadurecimento das instituições municipais, tão frágeis e identificadas com um tipo de personalismo político que se tornou habitual em nossa política tupiniquim.
Observando a transição dos poderes locais percebo que ainda há uma carência no que tange a um amadurecimento das instituições municipais, tão frágeis e identificadas com um tipo de personalismo político que se tornou habitual em nossa política tupiniquim.
(Instituições,
mandatos e políticos se fundem em uma só coisa).
Essa
personalização do poder público se torna evidente desde o primeiro
momento de mandato até o seu declínio, uma vez que os dos primeiros atos administrativos é o de pintar todo município com as cores do
partido. Ou seja, as instituições públicas estão caracterizadas
sob a égide de um partido, ou melhor de uma pessoa que se considera um super ou coisa do tipo. Descaracterizando assim, no primeiro momento, a função simbólica de patrimônio comum.
O
personalismo é tão forte que as pessoas, mesmo trabalhando se
sentem na obrigação de retribuir o favor recebido, a oportunidade
dada ao trabalhador. E, o empregador, neste caso específico, uma
gestão qualquer, espera em retribuição, não apenas o dever do
ofício cumprido, mas a compensação através do voto.
Dívida por emprego
Dívida por emprego
A coisa
chega a ser tão aguda que na derrota, a maioria dos gestores se
ofendem e descarregam suas dores no funcionalismo público no lugar de
repensarem as causas que levaram a população escolher novos
caminhos para si e os seus que os excluem como “grandes
protagonistas”.
Mas, aí
reaparece a fraqueza das instituições e inversamente proporcional o
poder de alguém que será capaz ou foi incapaz de colocar sua marca
no município. Porque não há fiscalização. O que existe de fato é a perfeita concretização da doutrina da conciliação. Uma pena.
E como
tudo que é pretensamente sólido se desmancha, o fim de mandato é
triste, melancólico, angustiante. A máquina que possuía um
condutor, mesmo sem saber onde chegar, mesmo sem um plano diretor
para seu mandato seguia com destemor.
Para onde? Não sei!
Para onde? Não sei!
Agora
passará este comando a outrem.
Espero que a lógica seja resinificada para o bem de todos. Eu tenho fé, então bote fé você também!
Espero que a lógica seja resinificada para o bem de todos. Eu tenho fé, então bote fé você também!

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