Não se pode iniciar um novo, sem ter bem presente em nossa reflexão a ideia de tempo. O tempo social, ocidental de tradição cristã. Esse é o nosso tempo, nosso nicho no qual nos movemos, habitamos e somos.
O tempo, do modo como nos habituamos é uma convenção social, antes de qualquer coisa. O ano de 2013 da era cristã é fruto de um erro de calculo de um monge que tentava descobrir o ano exato do nascimento de Cristo,portanto, não estamos em 2013 para o espanto de alguns desavisados.
Mas antes de causar espasmos, gostaria de lembrar sobre a dimensão do tempo que temos certa consciência: o tempo é uma teia de relações, de relatividade e dimensões. O que de fato apreendemos não é a realidade, mas o modo como a percebemos. Neste sentido Kant nos lembra que percebemos o mundo assim, como espaço e tempo. Isto não significa que realmente ele seja desta maneira. Nossa percepção é frágil e nosso olhar extremamente limitado. Antonio Torres Montenegro, como historiador fez algumas reflexões interessantes sobre entre a História e a influência da física.
Mas o que nos interessa é o tempo das pessoas, da sociedade que nos circunda. E, nós que habitamos na sociedade ocidental, cristã, percebemos o mundo a partir de um novo ciclo temporal: 2013 que começou a poucas horas.
Então, o que analisar de 2013? A festa, os acidentes etc. Nesta noite da virada fui ao Hospital Santa Rosa, Palmares -PE visitar meu sogro. O que vi foi um quadro desolador. Apenas um enfermeira no hospital para medicar todos os pacientes e alguns funcionários desnorteados pelo torpor da realidade (Parabéns aos que ficaram).
O hospital que seria um símbolo da luta a favor da saúde, mais parecia um depósito de pessoas que não tinham para onde ir ou que o Estado não se interessavam por elas ou coisa do tipo...
Existem alguns elementos que o tempo não apaga por si só, uma vez que há certas coisas são reinventadas a todo momento. E, outras que precisam ser execradas da sociedade. O descaso com as pessoas é com toda certeza é uma delas.
Felicitações a todos.

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