No dia 13 de agosto, Pernambuco ficou perplexo e o Brasil mudo com a tragédia de um jovem político com possibilidade de ascensão no senário político nacional e possivelmente latino-americano. A morte apresentou-se como caso limite, o fim de uma trajetória brilhante.
Entretanto, a própria mídia que o combatia ferozmente, tratando-o como uma força marginal, vindo de Pernambuco, um estado pobre do Brasil, humilhado publicamente em um dos maiores jornais televisivos do Brasil, saiu da vida para entrar na história, parafraseando Vargas. Este homem público, um dos maiores governadores da história de Pernambuco deixou cinco filhos e uma viúva, lamentável!
No entanto, concomitantemente, alhures estava sendo montado um velho esquema nacional, a útil confusão entre o público e o privado, de modo particular no campo das emoções. Nesta esteira de acontecimentos, a campanha de Marina vem sendo alavancada pela mesma mídia que afundou o melhor governador do estado de Pernambuco.
Foi criada uma imensa confusão entre os assuntos que se referem a ordem pública e a vida priva. Muitos estão mergulhados, enebriados em profunda comoção, Marina está na crista da onda de emoções que poderá levá-la à presidência da república.
Vamos aguardar um pouco mais, nesta terra onde o público e o privado se confundem.
Meus sentimentos pelas vitimas do acidente e por todos aqueles que padecem no anonimato.
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