Já faz um tempo, muito distante, longe, muito longe de nós em que a política era descrita como a ciência do bem comum. Para os desavisados, os desatentos vai um recado, há séculos que não é mais assim.
Mas, porque as escolas insistem em repetir este retrato do passado? Não sei! Talvez, no processo de construção dos conteúdos a serem trabalhados na escola, ainda exista o sentimento romântico ou mal intencionado de manter o povo no limbo, entre a liberdade e a servidão, de maneira tal, que ele não se sinta mais escravo e, ao mesmo tempo, não queira se emancipar definitivamente para manter ao menos a condição adquirida.
Então, o que será a política? Maquiavel em "O Príncipe" aponta para dois objetivos. O primeiro é chegar ao poder e, o segundo é se manter nele. Portanto, a política tem como objetivo principal se voltar para o poder em suas diversas formas, mas de modo especial àquela que se refere ao poder coletivo e, a partir deste, se estender para todas as esferas da vida, inclusive a espiritual.
De todos os fatores, a economia tem importância capital para o modo pelo qual a política será organizada, porque será a partir dela que serão implementadas as relações de poder. Então, teremos na base da disputa pelo poder, o valor, que a principio não é necessariamente monetário, mas tem na mercadoria, o modo básico de ser, como modo primitivo de produzir valor e, posteriormente acumulo e riqueza.
Partindo do princípio do qual a economia é o conjunto de saberes que se torna possível gerenciar os recursos limitados que se encontram na natureza, produzido sob diversas formas pelas pessoas, reusadas ou recicladas, cabe a conclusão de que nem todos podem ter acesso a esses bens e serviços. Então, conclui-se de que uma parcela da população estará excluída do processo de produção e de consumo, uma vez que são limitados.
Então, em que a política e a economia se tocam? Se a política é um modo pelo qual se chega ao poder e se manter nele e, por outro lado a economia é a ciência de viver bem com recursos limitados. Eu vejo que o ponto de congruência se dá justamente em que pequenos grupos estarem lutando para manter seus privilégios e, consequentemente, garantindo o acesso ao que é produzido, em suas diversas formas pelos meios de produção e, excluindo a grande maioria que ficará sem trabalho e poder de compra reduzido ou nulo, a tal ponto que a própria existência estaria em risco.
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