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“Olha pro céu meu amor”

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Pensando sobre raça no Brasil

Dandara dos Palmares    Alexandre Lima Doutorando em Sociologia – PPGS UFPB.   O contexto de formação histórica do Brasil foi marcado, profundamente, pela opressão racial. Negros e indígenas não faziam parte do cenário hegemônico político brasileiro. Há na memória coletiva um presidente negro? Eu tento pensar em alguém, mas não me lembro de ninguém. Ora, se estamos distantes de uma memória sobre um possível presidente negro, muito mais distantes e sobrepostas estão as camadas que vão se somando em torno das questões de gênero, posição social, racial, da geografia do poder, situação religiosa e política etc. A questão racial no Brasil não é algo isolado, mas, ao contrário, está totalmente integrada em uma rede de relações sociais que se reforçam, impedindo, invisivelmente, a exclusão de boa parte da sociedade brasileira. Sim, a exclusão faz parte do modelo social implementado no Brasil. Sim, a exclusão não é uma anomalia do sistema social brasileiro, mas é pa...

Bicentenário da Independência História e historiografia em Sala de Aula ( apontamentos)

  Alexandre Lima [1]   Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer ao Departamento de História na pessoa do prof. Vilmar Carvalho. Para mim é uma alegria estar aqui, nesta casa onde tive a oportunidade de ingressar como estudante e, posteriormente como docente. Aqui nesta casa de formação, com os companheiros tivemos a oportunidade de ajudar na fundação do Núcleo de História Regional com muitos dos amigos e amigas que aqui se encontram. Aos estudantes que tive a oportunidade de trabalhar, meu muito obrigado pela generosidade durante as aulas.   Sobre o tema: primeiras palavras.   A temática é de suma importância porque vivemos tempos de reflexão sobre a política nacional, ao mesmo tempo em que nos debruçamos sobre o tipo de sociedade que queremos ter. Vivemos um tempo de decisão. Nossa democracia vem sendo atacada desde o poder executivo, nossas instituições estão sendo postas à prova e, as conquistas populares pós ditadura militar estão prestes a se...

O que está acontecendo no Brasil?

O que está acontecendo no Brasil? Milhares de mortos pelo Novo Corona Vírus, mas as pessoas insistem em suavizar a dor e a morte. Pessoas desfilam na Paulista simulando comemoração da morte.  Aonde está aquele povo que canta e é feliz?  Muito triste ver que acabou o sentimento de empatia. O respeito aos mortos ficou no passado? Reina entre nós a barbárie? Direitos humanos são mal vistos por humanos?  Como assim?  Espero que possamos voltar a normalidade. Não acredito no novo normal, com as mesmas ideias. O que será então?  Me parece que é mais do mesmo. Ou ainda, um processo de aceleração da espoliação da força de trabalho.  Porém, a esperança não se cansa de esperar e, de fortalecer a todos ,em busca de um novo amanhecer.  A esperança é o que nos resta.  Força, amor e coragem vem na bagagem!  Abraços a todos e a todas! 

Tecnologia do atraso

Cada vez mais temos tecnologia em nossas mãos, pessoas vestem aparelhos cada vez mais sofistificados. A internet das coisas não é mais um privilégio de uma minoria da população abastada, a classe média, cada vez mais tem acesso a esses bens e serviços. Isso, a princípio iria gerar as condições para que a comunicação entre as pessoas melhorasse. Melhorou? Sim e não. Por quê? Sim, porque pessoas que estão muito distantes ou simplesmente no trabalho podem ver seus entes queridos, falar através de videochamadas, podem monitorar suas casas remotamente, ter de alguma forma uma certa presença, mesmo tendo uma vida cheia de compromissos. Não. A comunicação ficou bem pior. Casais saem para jantar em ficam de olho em aplicativos o tempo inteiro, não se olham mais nos olhos e, não se reconhecem mais. Por mais contraditório que possa ser, a tecnologia da informação e da comunicação tem destruído famílias inteiras. Pessoas são ilhas ? Existem vários tipos de ...

Los sin papeles

Por el mundo hay mil millones de personas sin papeles, sin nadie por ellos., sin tierra, sin empleo, sin ilusiones de un día mejor, personas sin patria, hijos de la estrada. En el inicio del siglo millones de japones , de  África , de  América , hoy del mundo entero. Antes de continuar a lectura, mirar el vídeo abajo acerca de la clandestinidad de la gente Después del vídeo ... De todos los rincones del mundo hay personas que sufren mucho de hambre, frió, vergüenza y muerte... Son personas que tenían sus vidas tranquilas y felices, pero la guerra, violencia étnica, conflictos por la tierra o disputas religiosas los forzaron a salir.    De una hora para otra ciudadanos, empleados, con sus vidas estables se transmutaron en sin papeles, sin nombre, emigrantes, sin patria o identidad nacional. Niños separados de sus padres.  ¿ En que nivel de humanidad vivimos?  ¿ Nosotros somos dignos de ser llamados de hijos de la humanidad?...

Estamos em perigo, não dialogamos mais

Gostaria de destacar alguns pontos, se me permitem. A reflexão é a base para qualquer opinião. No entanto, a cada dia eu vejo pessoas que tecem seus comentários, importunam a todos com seu modo de ver o mundo de modo violento. Querendo, pensando, imaginando que a gritaria irá abafar o silêncio da contemplação. Essas pessoas estão pré-dispostas a afastar, ou até criminalizar qualquer pensamento diferente. Transformando o que deveria ser uma riqueza social, a diversidade, em motivo de ódio e objeto de nossa violência, seja ela verbal, moral, sexista, física, étnica etc. Vivemos tempos muito difíceis onde pensar incomoda. Refletir para muitos significa não ter fé, não ter a dignidade de viver e de conviver. Estamos experimentando tempos em que se prega o fim dos direitos em nome de um bem maior. Como se fosse possível alcançar o sumo bem cerceando direitos básicos para qualquer sociedade. Para que não reste dúvida, não é possível. Um esclarecimento. Quando me refiro a reflexã...