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Mostrando postagens de abril, 2013

Educar para quê?

Muitos alunos se perguntam: o que eu estou fazendo aqui? Vou estudar isso para quê? É uma pergunta que não pode deixar de ser respondida. Mas, respondida com esmero porque são poucas pessoas que responderiam para você fazer uma experiência de humanização, de evolução de socialização. A maioria responderia de modo lacônico: - para você ser alguém na vida, para ser gente etc.  Neste caminho, no prazer de ser um eterno aprendiz, que aprende na escola a caminhar e a fazer caminhar. A descobrir novos caminhos, a ser melhor. Neste sentido, a escola de um modo geral é um convite para a transcendência, para onde o céu é o limite.  O primeiro objetivo da educação escolar não é passar conteúdos, mas formar pessoas que influenciem pessoas, sem determina-las. A escola possui poder de "multiplicador" social, "caixa de ressonância", templo do saber e do ser mais. Intelectuais orgânicos que busquem ajudar o povo a refletir sobre o que se caminhou e traçar novos rumos...

Os esquecidos

Até pouco tempo a história era feita de grandes nomes, grandes personagens que faziam a história. No entanto, com as pesquisas dos Annales e Peter Burke, E. P. Thompson entre outros, a história passou a ser fabricada, feita por todos e assim, tudo tem uma história. No entanto, ainda há ecos do passado, principalmente entre os mais jovens, fruto de uma educação baseada em aulas e não em atividades que façam o estudante pensar e fazer pensar, no sentido apresentado a nós por Antonio Gramsci, o intelectual orgânico que está no meio do povo, incitando-o a pensar.  Pois bem, mesmo no ensino superior eu vejo jovens formandos a pensar em uma "história vista de cima",  na contramão de uma produção historiográfica que prima pela qualidade (erudição)  de sua escrita e de modo especial pelos esquecidos da história enquanto escrita ou memória.  Escrever é estar profundamente inserido dentro de um lugar social, como nos lembra Michel de Certeau, é fazer parte de uma rede...

Direito a memória

O golpe militar, ou civil-militar que durou de 1964 até 1985 ainda é um ponto obscuro na memória do povo brasileiro. Para se ter uma ideia do que está acontecendo, a copa do mundo de 1958 é bem mais comentada do que o golpe que transformou a trajetória do nosso país. Do ponto de vista teórico, segundo Le Goff, a memória é objeto de disputa pelos grupos sociais e , o discurso acerca dela também o é. Ainda seguindo este caminho de reflexão, é necessário retirarmos as ilusões que tanto afetam nosso pensar. A primeira delas é a ilusão que nos fornece a informação de que o documento histórico é livre de interesses ou significados ideológicos e, a segunda é que o fazer historiográfico pode ser isento ou melhor imparcial.  Sobre este aspecto, Michel de Certeau no seu livro a Escrita da História desconstrói isso de maneira expendida ao situar o historiador numa teia de influências que o cercam e que ao mesmo tempo limita o ser fazer historiográfico. Pois bem, esta breve refle...

Você pode ter tudo

Nós estamos em um país em desenvolvimento, ou seja, um país pobre que apresenta alguns elementos de desenvolvimento, o mais visto, a tecnologia. Mas quando se trata de desenvolvimento social, nossas taxas são bem mais modestas. No entanto, no mundo da propaganda nós tudo podemos. Carros por apenas 40.000 reias. Como? Que maravilha! Estamos em um país onde a maioria da população não tem acesso a serviços básicos, como a água ou acesso, mas a propaganda dar a entender que tudo está nas mãos. E, eu fico me perguntado, para quem? Nunca fui contra a aquisição de bens de consumo para os mais pobres, pelo contrário, vibro quando aumenta o número de carros vendidos e eu sei que é a nova classe média, mas não podemos esquecer das pessoas que não se sentem bem em uma loja com ar condicional, shopping etc. Que haja políticas cada vez mais inclusivas, mas sem perder a sustentabilidade e a racionalidade de um bom planejamento.

Afogados em violência?

Cada vez mais pessoas são mortas no Brasil. As razões são diversas, mas a principal dela é a falta de respeito pela vida. Me parece que estamos vivendo um clima de selvageria onde se mata por matar. Onde a vítima não reage, mas morre a sangue frio.  Não quero levantar a questão da redução da maioridade penal por pensar que deve haver um conjunto de fatores para a resolução do problema, tais como educação de qualidade e oportunidade de emprego e de renda para a maioria da população. Neste sentido, vejo um esforço para amenizar este quadro que se apresenta a nós, se não de modo crônico, mas de difícil solução. Quando me refiro a solução, excluo todas as ações que não sejam coletivas porque acredito é maior do que uma ação personalista.  Há algumas questões teóricas e filosóficas que tocam o sentido da vida e o modelo de sociedade a ser abraçado pela maioria da população.  Espero que essas questões possam ser resolvidas, o mais depressa possível. Porque há p...

Vamos continuar! Sim! Não! Não sei?

O Brasil vem vivendo desde as cidades mais pequenas até as capitais o dilema de continuar aquilo que se fez anteriormente ou realizar uma mudança de caminhos de tal modo que seja criada uma revolução no jeito de pensar e de agir. Mas mudar para onde? "E agora José?" Que caminhos tomar? Nietzsche aponta a criança como um caminho eficaz dentro de um processo de transmutação do ser humano. Ele tem toda toda razão ao apontar a mudança de paradigmas, a inovação como solução. Mas e as pessoas que já trilharam tantos caminhos e nos trouxeram até aqui serão esquecidas, desprezadas etc? O dilema continua. Mas, navegar é preciso e viver também o é. De modo coletivo e individual. O tempo do martírio passou. O que predomina agora e na ágora é a construção coletiva, bela e sustentável. Onde os fracos do caminho sejam respeitados em sua humanidade. Cabe a nossa sociedade dar passos seguros e no ritmo de nossas necessidades de pão, cultura e esperança. No novo caminho em ...

A volta dos conservadores? Anomalia?

Me parece que estamos tendo um refluxo no poder do Brasil, mesmo diante de um governo que mostrou que é possível aliar desenvolvimento econômico sem descuidar da agenda de ajuda aos mais pobres.  No entanto, as forças de direita vem mostrando que a mudança pode ser mais lenta do que parece ser. Vemos bancadas que representam o atraso e o descaso com as realidades que há necessidade de reestruturação, tais como reforma agrária e educação.  Como vamos vencer o custo Brasil se não não há planejamento a longo prazo e políticas de Estado que possam transcender a política partidária ou ainda pior, a personalista.  Não estamos vivendo um refluxo para o conservadorismo. Estamos diante de uma anomalia ideológica? O que seria isto? Não sei responder. Só sei que as pessoas continuam a se organizar em ações coletivas em favor da vida, a favor de uma saúde gratuita para todos.  Eu fico observando que organizações não governamentais conseguem fazer muito com uma peq...

Habemus Chuva, mas e agora?

Palmares espera, segundo o "Clima Tempo" é aproximadamente 30 mm de chuva para hoje, mas se não chover tanto assim, como vamos ficar? Como iremos guardar a tão preciosa água? Ninguém está preparado para isso.  Herdamos a mentalidade de que a Zona da Mata não necessita deste tipo de ações porque aqui o problema é o excesso de água. Quem pensa assim não veem observando os índices pluviométricos dos últimos anos pode constatar esse fato. Mas será que o governo possui esses dados? Não sei se o poder executivo as possui, no entanto, os dados são fornecidos pelo próprio governo. O que vamos fazer? Os caminhos são múltiplos, mas todos passam pelo caminho da sustentabilidade e de uma reorganização do nosso modo de viver porque nenhum governo, por melhor que seja é capaz de vencer uma cultura da não-sustentabilidade. O caminho e difícil e longo, mas será muito bom de trilha-lo. Abraços a todos.

Francisco e São Francisco

Reconstruir a Igreja Católica, eis a missão do papa Francisco I. Não podendo esquecer o diálogo com a sociedade organizada e esclarecer a mancha da pedofilia e dos escândalos financeiros. É hora de recomeçar, de voltar as fontes, olhar para Jesus de Nazaré e lembrar que ele é mais importante que foi construído sob bases que o fundador daria de ombros ou relutaria em colocar seu santo nome em tamanho desvio.  Perdão se não faço uma introdução sobre os caminhos que vem sendo tomado contra o Concílio Vaticano II, as ações de Dom Helder Câmara ( in memoriam ), Dom Pedro Casaldáliga  e Leonardo Boff até chegar ao resgate de valores que vão contra o diálogo com a sociedade e de modo especial aos esforços que os pobres e perseguidos se libertem dos seus jugos.  Espero que as tentativas de construção de teologia da libertação não sejam mais perseguidos e que o Neo conservadorismo passe bem longe da Igreja do papa Francisco e a que a jornada mundial da juve...

Engana "minino" ? " Oxi minino"?

Quando eu era criança, ouvia muito o termo "engana minino" que era tudo o que a criança considerava uma coisa, mas de fato era outra. Nós denominávamos os passarinhos que se deixavam aproximar de "engana minino".  Pois bem, o Nosso Brasil está cheio dessas coisas.  Nestes dias eu vejo muitas críticas à comissão de direitos humanos, ao custo Brasil, no entanto, não observo que as questões de base, às quais o país necessita para se desenvolver presente na mídia que se dirige à massa.    Não importa as florestas para replantar, a água para tratar, reusar etc. O mais importante é fazer uma copa bonita para o mundo ver como estamos desenvolvidos. Não há médicos, os professores ganham mal, e a corrupção faz parte do cotidiano da nossa gente.  Estamos vivendo um verdadeira enganação, mas tenha fé porque a copa da FIFA será no Brasil.