Até pouco tempo a história era feita de grandes nomes, grandes personagens que faziam a história. No entanto, com as pesquisas dos Annales e Peter Burke, E. P. Thompson entre outros, a história passou a ser fabricada, feita por todos e assim, tudo tem uma história. No entanto, ainda há ecos do passado, principalmente entre os mais jovens, fruto de uma educação baseada em aulas e não em atividades que façam o estudante pensar e fazer pensar, no sentido apresentado a nós por Antonio Gramsci, o intelectual orgânico que está no meio do povo, incitando-o a pensar.
Pois bem, mesmo no ensino superior eu vejo jovens formandos a pensar em uma "história vista de cima", na contramão de uma produção historiográfica que prima pela qualidade (erudição) de sua escrita e de modo especial pelos esquecidos da história enquanto escrita ou memória.
Escrever é estar profundamente inserido dentro de um lugar social, como nos lembra Michel de Certeau, é fazer parte de uma rede de micro poderes a partir da ótica de Foucault.
Ou seja, devemos ir em busca do esquecido, dos invisíveis da nossa sociedade, ir além dos noticiários policiais que implicitamente põem o problema social na pobreza e na falta de escolaridade da nossa gente.
Vamos lembrar dos esquecidos da nossa história e perceber que quando você vê uma obra terminada ou em andamento, não esqueça do seguinte: não foi a autoridade que a construiu ou a está construindo. Não elimine os trabalhadores que a fizeram.
As vezes é bom lembrar do óbvio.
Abraços a todos.

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